Quais são os tipos de Monitoramento de Poço Artesiano?

07/07/2023 • Atualizado em

Proprietários de poços artesianos, dependendo da finalidade do uso da água, precisam realizar alguns tipos de monitoramento. Além de atender a legislação vigente, monitorar o poço nas questões qualitativas e quantitativas permite uma gestão hídrica mais eficiente.

Veja quais são os tipos de monitoramento e como eles podem ajudar você na gestão do poço.

Monitoramento da Qualidade da Água – MQA
No planejamento anual do monitoramento da qualidade da água estão previstas análises nos pontos de consumo (a quantidade será determinada pela Vigilância Sanitária) e também análises de água bruta, sendo 10 análises simples mensais e duas análises completas (uma a cada seis meses).

Quando há o contato humano com a água, por exemplo, a vigilância sanitária exige o monitoramento da qualidade a fim de garantir que a água esteja em conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação. Esse monitoramento precisa ser realizado por um laboratório que tenha acreditação dos parâmetros pelo INMETRO e as análises devem estar sobre a responsabilidade técnica de um químico (exige-se o CRQ do profissional).

Você fica tranquilo, pois sabe que a qualidade da água do poço está sendo realizada e a legislação está sendo cumprida.

Monitoramento de Produção e desempenho – MPD

Primeiro, responda para si mesmo essa pergunta: Numa escala de importância de 0 a 10, sendo o 0 uma importância superficial e 10 uma importância profunda, qual o nível que você dá para o seu poço?

……… TEMPO PARA RESPOSTA ………

Se a sua resposta for abaixo de oito, talvez esse monitoramento não seja para você. Isso porque quem tem alta percepção de valor do monitoramento de produção e desempenho é justamente quem dá muita importância para o poço.

Essa importância está diretamente relacionada ao uso e a disponibilidade de água. Uma cervejaria que utiliza a água em seu processo produtivo e não pode ficar sem ela, por exemplo, considera o poço profundamente importante, pois se tiver que usar água da concessionária ou de caminhão pipa, pagará um valor por m³ muito maior. Além disso, a empresa sabe se o poço está produzindo o que deveria e se é o momento para uma manutenção/limpeza. Já o seu João que tem um sítio com um poço usado aos finais de semana não sente muita falta caso tenha redução na produção ou o poço pare devido a uma queima da bomba.

Se você deu nota 8 ou mais, no entanto, o monitoramento de produção e desempenho pode te ajudar na gestão hídrica.

Com o MPD conseguimos visualizar aspectos do poço que seriam impossíveis de serem observados a olho nu, assim como em um exame de Raio-X, por exemplo. Utilizando equipamentos específicos para coletar as informações e inteligência hidrogeológica aplicada de forma sistêmica, elabora-se um relatório com diagnóstico completo do poço, assinado por um geólogo especialista em águas subterrâneas.

Existem três tipo de planos de captação dos dados para o monitoramento de produção e desempenho:

Básico In Loco
Uma vez por mês são feitas medições durante uma hora dos níveis do poço e leitura do hidrômetro.

Intermediário In Loco
Uma vez por mês são feitas medições por uma hora dos níveis do poço e leitura do hidrômetro. Além disso, todos os dias uma pessoa responsável do cliente faz a leitura do hidrômetro e reporta para a Geoblue via sistema.

Turbinado (Sistema de Monitoramento Remoto – SMR)
Fazemos a instalação de equipamentos de telemetria e os dados são coletados de dois em dois minutos e enviados de forma remota.

Contar com o auxílio da Geoblue em todo esse processo é crucial para o seu empreendimento! Ficou com dúvida sobre o tema? Entre em contato conosco para mais informações.

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Sobre o autor:

Rodolfo  Locher

Rodolfo Locher é sócio-diretor na Geoblue Soluções Ambientais, formado em Sistemas de Informação pelo Instituto Mackenzie – SP (2003) com extensão em Business Intelligence pela FGV (2005) trabalha há dez anos com Meio Ambiente

07 pontos importantes que você precisa saber antes comprar um poço artesiano

23/05/2023 • Atualizado em

Um poço artesiano é uma obra de engenharia geológica, regulamentada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA, fundamentada por estudos hidro geológicos com a finalidade de captar águas subterrâneas.

O nome técnico é Poço Tubular Profundo e os tipos de poços variam conforme os aquíferos a serem atravessados. Existem poços totalmente revestidos (aquíferos granulares ou sedimentares) e poços parcialmente revestidos (aquíferos fissurais ou cristalinos).

A tecnologia empregada deve ser planejada em consonância com as diferentes camadas a serem perfuradas. Cada poço artesiano tem um resultado específico, que pode variar por conta das camadas perfuradas, metodologia construtiva e, principalmente, sua avaliação hidrodinâmica. Para obter um alto desempenho é necessário que em cada etapa que envolve a construção do poço seja aplicado todo o conhecimento adquirido, por meio das experiências vividas e pelo geólogo que conduzirá a obra.

Se você está considerando a ideia de ter um Poço Artesiano é importante estar bem-informado antes de tomar essa decisão. Separamos sete pontos importantes que você precisa saber antes de contratar a perfuração um poço artesiano.

1 – Local da Perfuração

Para construir um poço artesiano de alto desempenho, primeiramente, é necessário que o local escolhido para a perfuração tenha espaço suficiente para o acesso dos caminhões que levam a perfuratriz, as hastes e outras ferramentas necessárias para a obra. Além disso, as condições geológicas e hidrogeológicas do terreno devem ser analisadas pelo geólogo para buscar o melhor desempenho do poço.

2 – Projeto e execução seguindo as Normas ABNT

Parece óbvio, mas não é! O projeto e a execução da obra de engenharia geológica devem ser planejados e realizados seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Por não ser algo exigido por lei, muitas empresas de perfuração ignoram essa questão entregando para você um poço fora de norma e com boas chances de trazer problema no curto prazo.

3 – Responsabilidade Técnica

Verifique se a empresa que está ofertando a perfuração do poço tem um Geólogo responsável credenciado pelo órgão regulador, o CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e se ele irá acompanhar a obra no campo. Além disso, a própria empresa também precisa ser credenciada no órgão para poder executar a obra de perfuração.

Consulte empresas e profissionais credenciados no CREA por meio desse link: https://tinyurl.com/consulta-crea

4 – Diâmetros de perfuração e revestimento

Os diâmetros de perfuração e revestimento do poço devem ser definidos com base na necessidade de vazão que se está buscando e das condições hidrodinâmicas do aquífero. Além do diâmetro, o material e a espessura dos tubos de revestimento também devem atender às normas ABNT. Este revestimento precisa suportar as condições de pressão a que o tubo e/ou filtro serão submetidos e também suportar a ação da água a que o tubo e/ou filtro serão expostos. Fique atento a estes itens, pois a norma estabelece uma espessura diferente para cada tipo de revestimento. O Tubo DIN 2440 de diâmetro 6″, por exemplo, deve ter espessura de 4,75mm (o equivalente a três moedas de 1 real); no entanto, o que muitas vezes é ofertado são tubos com o mesmo diâmetro de 6″, mas com apenas 2,25mm de espessura (o equivalente a apenas uma moeda de 0,25 centavos).

5 – Teste de vazão

Após a perfuração é fundamental realizar um teste de vazão escalonado para saber qual a vazão ideal deverá ser extraída do poço artesiano sem comprometer o aquífero. Neste momento também se define qual a melhor profundidade que o sistema de bombeamento deve ser instalado para não consumir energia desnecessária. Um poço de alto desempenho!

6 – Monitoramento da Qualidade da Água

Quando você consome a água da concessionária, por exemplo, ela já vem analisada pela empresa e dentro dos parâmetros de potabilidade. No entanto, se você tem uma fonte alternativa de água (poço artesiano) e que será usada para consumo humano, a vigilância sanitária exige que você faça o monitoramento da qualidade da água, a fim de garantir que ela esteja em conformidade com os padrões estabelecidos.

7 – Manutenção do Poço

Não confundir troca de equipamento queimado com limpeza do poço. Ambos são manutenção, mas com objetivos diferentes.

A limpeza do poço tem como objetivo:

  • Extrair detritos e oxidações que vão se juntando em sua estrutura (revestimento ou parede da rocha) e sistema de bombeamento, buscando manter as às condições hidrogeologias o mais próximo do original;
  • Avaliar as condições dos equipamentos instalados e verificar seu funcionamento.

Estes procedimentos podem evitar a queima do conjunto moto-bomba e possíveis contaminações bacteriológicas, fundamental para garantir o abastecimento de água em quantidade e qualidade.

Existem diversas formas de realizar limpezas nos poços e, para cada situação, uma técnica específica deve ser empregada.

A escolha correta leva a resultados com alto desempenho.

A Geoblue faz o projeto, acompanha a perfuração e realiza a gestão hídrica de poços artesianos de alto desempenho desde 1993.

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Sobre o autor:

Rodolfo  Locher

Rodolfo Locher é sócio-diretor na Geoblue Soluções Ambientais, formado em Sistemas de Informação pelo Instituto Mackenzie – SP (2003) com extensão em Business Intelligence pela FGV (2005) trabalha há dez anos com Meio Ambiente